Edu de Barros e sua Obra "Andrógino XVIII"

​Edu de Barros, 26 anos, artista do Rio de Janeiro e profeta da Igreja do Reino da Arte, realiza há pouco mais de um ano rituais diários em seu templo – atelier – localizado na favela da Rocinha, estabelecendo uma ponte entre a matéria e o sublime por meio da prática artística. Partindo de simbolismos bíblicos e esotéricos, conteúdo viral da internet e registros cotidianos urbanos e da favela, lugares onde circula, o artista desenvolveu suas orações (pinturas, vídeos, objetos, textos, música) em um esforço de transmutar, por intermédio divino, o conteúdo mundano ao colidir e harmonizar elementos de universos distintos gerando percepções de realidades híbridas.

Grande parte das obras realizadas são pinturas, devido a agilidade para expressar ideias e conceitos em forma de alegorias pictóricas. Conduzido por um disciplina monástica, o processo de pintura tem se expandido para questões do espaço tridimensional e meios performáticos pela necessidade de dialogar diretamente com um público que não foi educado com os cânones e convenções do mundo da arte.

Sua pintura para o #MuseuNAMI, de acordo com o artista, é uma tentativa de representar o divino, tendo consciência de que esta representação já diminui a deidade. Como que em uma busca do impossível, Edu de Barros atribui características masculinas e femininas à figura pintada, que apresenta diversos elementos religiosos e esotéricos em sua composição estética.

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